Andava um pirilampo, a voar, a voar,
por sobre cidades, vilas e aldeias,
com a sua luzinha a piscar, a piscar,
ia ele muito alegre, sem nunca parar.
De súbito, o bichinho olhou para baixo
e o que pôde ver à luz do luar?
Um menino perdido no escuro bosque,
no negrume da noite a vaguear.
A criança chorava, que bem a ouvia,
o inseto brilhante, com pena e pesar
e no mesmo instante já ele descia
rapidamente, para o ajudar.
Quando avistou a luzinha a brilhar,
no escuro de breu da noite sombria,
receou o menino, talvez a pensar,
em lobos, duendes ou em bruxaria.
Mas como era esperto e de bichos sabia,
logo reconheceu da luzinha o brilhar
e lá a seguiu, como se fora um guia,
contente por ter em quem confiar.
Logo o caminho de casa encontrou,
abriu um sorriso, parou de chorar
e à porta de casa, sorrindo parou,
p'ra dizer adeus, para lhe acenar.
Piscando a luzinha em sinal de adeus,
voou para longe que a noite fugia,
lá foi para casa, p'ra junto dos seus,
pois no firmamento o sol já se via.
Vigínia Santana
Uma historinha em verso, escrita por mim em 27/08/82. Espero que os mais pequenos gostem, como gostava a Anita, a minha filha mais nova, nessa data com 3 anos.
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