terça-feira, 6 de novembro de 2012

A MINHA POESIA


DESPEDIDA

Quando tu te fores e eu sei que vais,
que  nosso tempo está chegando ao fim,
sei-o por tantos e tantos dos sinais,
marcados no teu rosto de Nanquim.

Num pronuncio da saudade anunciada,
que o coração adivinha, contrafeito,
há já uma lágrima a custo disfarçada,
silenciosa, amarga, no meu peito.

Nos dias que passam tormentosos
sem palavras, ou gesto de carinho,
os momentos felizes e saudosos,
minha memória busca com afinco

E  neste prelúdio de dor e sofrimento,
nesta ameaça de amarga solidão,
procuro eternizar cada momento.

Busco, insana, no teu olhar esvaecido,
um sinal de amor ou de paixão,
mas triste o encontro, oco e vazio.


Sant'Ana

5/11/2012

sábado, 3 de novembro de 2012

A MINHA POESIA



PELA MADRUGADA

Chegaste
pela madrugada,
de mansinho,
recostar-te no meu leito.
Chegaste assim docemente,
silenciosamente,
como só tu sabes fazer.
Trazias contigo
o cheiro da maresia,
o aromas das flores,
os perfumes da natureza
e com eles envolvesto meu corpo
sedento do teu.

Sant'Ana

A MINHA POESIA

SUBLIME


Sublime este nosso amor,
que nos arrasta
ás mais altas esferas
do prazer.
Que atrai os nosos corpos
como um iman
e nos empurra
para os braços um do outro.
Sublime esta paixão
que nos tortura,
nos machuca,
e nos arrasa
quando não nos vemos,
não nos tocamos,
não nos amamos.
Sublime esta atração,
que nos glorifica
e completa, quando juntos,
sôfregos,
atingimos o momento
álgido
da nossa paixão.

Sant'Ana