terça-feira, 6 de novembro de 2012
A MINHA POESIA
DESPEDIDA
Quando tu te fores e eu sei que vais,
que nosso tempo está chegando ao fim,
sei-o por tantos e tantos dos sinais,
marcados no teu rosto de Nanquim.
Num pronuncio da saudade anunciada,
que o coração adivinha, contrafeito,
há já uma lágrima a custo disfarçada,
silenciosa, amarga, no meu peito.
Nos dias que passam tormentosos
sem palavras, ou gesto de carinho,
os momentos felizes e saudosos,
minha memória busca com afinco
E neste prelúdio de dor e sofrimento,
nesta ameaça de amarga solidão,
procuro eternizar cada momento.
Busco, insana, no teu olhar esvaecido,
um sinal de amor ou de paixão,
mas triste o encontro, oco e vazio.
Sant'Ana
5/11/2012
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